17/05/13

.: QUADRINHOS .: HQBR21: O Quadrinho Brasileiro do Novo Século

Exposição dedicada à produção de histórias em quadrinhos no Brasil a partir da virada do século. A mostra tece um panorama histórico e estético da linguagem no período e está dividida em três núcleos: O primeiro, "Narrativas", se volta às principais novelas gráficas do período; o segundo, "Independentes", abriga os autores mais significativos da produção alternativa; o terceiro, "Webtiras", reúne os criadores que se dedicaram à produção de tiras para circulação na rede mundial de computadores.

Participam: Allan Sieber, Amilcar Pina, André Dahmer, André Diniz, André Toral, Arnaldo Branco, Bruno D'Angelo, Ricardo Giassetti, Carlos Ruas, Clara Gomes, Dalton Soares, Magenta King, Danilo Beyruth, Eloar Guazzelli, Fábio Cobiaco, Ronaldo Bressane, Estevão Ribeiro, Fábio Moon, Gabriel Bá, Gustavo Duarte, João Montanaro, Leandro Melite, Lélis, Lourenço Mutarelli, Marcello Quintanilha, Orlandeli, Pedro Franz, Rafael Coutinho, Rafael Grampá, Rafael Sica, Raphael Salimena, Spacca, Wander Antunes e Wellington Srbek, além dos coletivos Beleléu, Café Espacial, Graffiti, Mondo Urbano, Pandemônio, Picabu, Quarto Mundo e Samba.

HQBR21: O Quadrinho Brasileiro do Novo Século
SESC Belenzinho
15/05 a 11/08
Terça a sábado, das 10h às 21h.; Domingos e feriados, das 10h às 19h30. Abertura dia 15/05 às 20h

16/05/13

.: QUADRINHOS .: DC faz crossover da Liga da Justiça com o He-Man

...ou quase isso. O fato é que em "DC Universe vs. the Masters of Universe", minissérie em seis capítulos, o Esqueleto vem parar na nossa Terra e tenta absorver a magia deste novo universo. É óbvio que He-Man e sua patota do Castelo de Greyskull virão atrás do cara de caveira mas, antes de se unir ao Super-Homem e seu esquadrão multicolorido para deter o vilão, vai rolar um quebra-pau básico entre as partes, como já é obrigatório nos encontros entre heróis de diferentes paradas. Normal.

Vale lembrar que a DC tem os direitos de publicação do personagem nas HQs e, inclusive, vem publicando há algum tempo as aventuras do Príncipe Adam - que, em sua versão heróica, ganhou até um novo visual. Dá uma olhada na capa desenhada pelo brasileiro Ed Benes.

15/05/13

.: QUADRINHOS .: Superior Spider-Man ganha novo uniforme...

Você já sabe qual é o conceito do chamado Homem-Aranha Superior, conforme vem sendo publicado nos EUA: Doutor Octopus troca de corpo com Peter Parker, mata seu corpo moribundo e fica, lépido e saltitante, com os poderes (e memórias) do aracnídeo, tentando se tornar um herói melhor...embora mais sombrio e mais violento. Depois de se livrar (ainda que, nós saibamos, temporariamente) da consciência de Parker que assombrava sua cabeça como um fantasminha, Otto usa seus conhecimentos científicos para criar um novo uniforme, bem mais tecnológico e cheio de traquitanas. A primeira imagem, que estampa a capa de "Superior Spider-Man # 15", segue abaixo. E dá para notar que Octavius sentiu falta de seus tentáculos.


Meu. Coração. Dói. Muito. Argh.

.: MÚSICA .: Um novo olhar sobre "Beth", do Kiss



A clássica balada do Kiss que atende pelo título de "Beth", uma das poucas cantadas pelo baterista Peter Criss, acabou de ganhar um divertido vídeo no estilo paródia. A letra da canção original traz o músico ao telefone, tentando se justificar com a mulher pelo atraso enquanto os colegas de banda passam o som mais uma vez no estúdio. O produtor Bob Winter, diretor executivo de criação da agência de publicidade Crispin Porter + Bogusky, em Miami, pensou: “e como seria contar esta história sob o ponto de vista da Beth?”. Então, ele convocou o diretor Brian Billow, da produtora Anonymous Content, e o divertido resultado pode ser conferido lá em cima. :)

Quem se importa com o fato de que os caras estão gravando no estúdio usando as roupas e as maquiagens reservadas apenas para os palcos? Diabos, eles são o Kiss!

Se você gostou, prepare-se: Winter está considerando continuar com a brincadeira. “Estava pensando que seria divertido criar uma série com histórias inventadas sobre canções verdadeiras”, revelou ele ao especializado Adweek. Aposte aí, caro internauta judônico: qual deveria ser a próxima música?

14/05/13

.: QUADRINHOS .: Confira o novo visual da Angela na Marvel

O leitor fiel do Observatório Nerd sabe que a Angela, aquela coadjuvante frequente dos gibis do Spawn, mudou de casa e agora é personagem da Marvel Comics (todos os detalhes clicando aqui, faz favor). Joe Quesada, diretor criativo da editora, refez pessoalmente o visual da moçoila - que você confere abaixo, no traço da ótima Sara Pichelli, para a capa de "Guardians of the Galaxy #6".

.: CINEMA .: Vídeo dá a largada na campanha viral de "Guerra Mundial Z"



Com este vídeo legendado, no qual Michael Kim, ex-diretor da Agência de Saúde Global, explica a chamada Crise Zero, começa a campanha de marketing viral do filme "Guerra Mundial Z" (World War Z), adaptação do livro de Max Brooks que traz Brad Pitt no papel principal.

O longa acompanha a jornada de Gerry Lane (Pitt), funcionário da ONU que percorre o mundo numa corrida contra o tempo para deter a pandemia zumbi que está derrotando exércitos e governos, e ameaçando dizimar a própria humanidade.

Com direção de Marc Foster ("Quantum of Solace"), o filme estreia no Brasil dia 28 de junho.

.: QUADRINHOS .: Doutor Estranho & Doutor Destino – Triunfo e Tormento


Um grande marco dos quadrinhos lançado pela Marvel nos anos 80 acaba de ganhar uma edição especial pela Panini. "Doutor Estranho & Doutor Destino – Triunfo e Tormento" retrata este encontro peculiar em 92 páginas couché com capa dura. O roteiro elegante de Roger Stern é complementado por dois grandiosos talentos da ficção ilustrada contemporânea – Michael Mignola, desenhista e designer, e Mark Badger, arte-finalista e colorista –, atingindo rara harmonia na combinação de técnicas. A publicação já pode ser encontrada nas principais livrarias e comic shops do país por R$21,90.

A trama contida nesta publicação mostra uma aliança curiosa (e até então impensada) entre dois homens de atos e motivações diametralmente opostos: Stephen Strange e Victor von Doom, respectivamente, o Mago Supremo Dr. Estranho e Dr. Destino, o tirano da Latvéria. Von Doom, o protagonista, é a figura maléfica mais singular dentre todos os mitos da Marvel Comics. Nas mãos soberbamente capazes de Stern, o bom doutor jamais esteve tão ludibriador, desprezível e, sim, nobre.

No sulfuroso e sombrio reino do demoníaco Mefisto, a alma atormentada de uma mulher clama por sua doce libertação. Somente um homem possui a vontade e a coragem para resgatá-la das hordas do Hades. Esse homem é seu abjeto filho, o infame déspota da Latvéria conhecido pelo tremelicante mundo como Doutor Destino – mesmo no interior do mais negro dos corações, o anseio de reunir-se a ente tão querido é irresistível. Assim, com o auxílio místico do mestre em magia da Terra, o doutor Stephen Strange, von Doom embarca numa traiçoeira jornada aos domínios do mal absoluto.

FICHA TÉCNICA
Doutor Estranho & Doutor Destino – Triunfo e Tormento
Formato: 20,5x27,5 cm
Páginas: 92
Papel: Couché
Capa: Dura
Valor: R$ 21,90
Distribuição: setorizada

13/05/13

.: VÍDEO DA SEMANA .: Primeiro promo da série "Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D."



Clark Gregg repete seu papel como o Agente Phil Coulson, conhecido dos fãs por sua participação nos recentes filmes da Marvel, agora recrutando um grupo seleto de agentes para a organização mundial de defesa da paz conhecida como S.H.I.E.L.D. O time de Coulson é formado pelo Agente Grant Ward (Brett Dalton), altamente treinado em combate e espionagem; a Agente Melinda May (Ming-Na Wen), piloto experiente e artista marcial; o Agente Leo Fitz (Iain De Caestecker), brilhante engenheiro; e a Agente Jemma Simmons (Elizabeth Henstridge), bioquímica genial, além da recém-chegada Skye (Chloe Bennet), especialista em computadores.

"Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D.", primeira série de TV da Marvel Television, em parceria com a ABC Studios, é uma produção dos produtores executivos Joss Whedon (diretor de "Os Vingadores", que vai dirigir o piloto também); Jed Whedon & Maurissa Tancharoen. Estreia em setembro.

07/05/13

.: QUADRINHOS .: Gavião Arqueiro: um coadjuvante de luxo?

Definitivamente, esta história de arco e flecha carrega uma mítica e tanto. Senão, vejamos: quem é o personagem mais estiloso de O Senhor dos Anéis? Oras, é claro que é o Legolas! Quem nunca jogou D&D com um personagem estilo "elfo arqueiro", aliás? Na literatura, o nome "Robin Hood" é sinônimo de aventura. E na DC Comics, quem é o herói mais bacana de todos? É óbvio que é aquele sujeito ranzinza, mal-humorado, machista e metido a anarquista que atende pelo nome de Arqueiro Verde. Se a gente for dar um pulo na concorrência, portanto, dá muito bem para relembrar um certo herói que a Marvel vem tratando com pleno descaso nos últimos anos. Mesmo assim, sendo constantemente colocado no papel de coadjuvante, é inegável: o Gavião Arqueiro é demais! :-)

Irônico, cara de pau, pavio curto, brigão, mal-educado, desafiador e completamente avesso a qualquer tipo de autoridade, Clint Barton é aquele tipo de herói meio bad boy, que caminha no limiar do bem e do mal. Mas, diferente do Wolverine, o Gavião é um personagem interessante justamente porque ele se assume como canastrão e gosta disso - ele não fica tentando ser cool e nem fazendo cara de mau o tempo todo. Isso fora o seu senso de humor tão afiado quanto as suas flechas. Para quem já lê quadrinhos há algum tempo, Barton é um velho conhecido. Na verdade, ele começou a sua carreira como vilão. Quando criança, o jovem Clint fugiu do orfanato para se juntar ao circo, onde foi treinado pelo misterioso Espadachim (vilão clássico dos Vingadores).

Quando descobriu que seu mestre era, na verdade, um bandidão de primeira, Clint ficou desapontado e fugiu para seguir seu próprio caminho. Inspirado pela aparição do Homem de Ferro, o garotão resolveu criar sua própria identidade secreta, fazendo uso de um uniforme colorido. Bingo: surgia o Gavião Arqueiro. Levado por uma ruiva deliciosa chamada Viúva Negra (que, em plena Guerra Fria, ainda era uma vilã), Barton chegou a cometer alguns atos nada elogiáveis... Na verdade, nosso simpático Gavião nunca se deu muito bem com as mulheres.

Quando finalmente se regenerou e ganhou uma chance nos Vingadores, Clint ficou devastado ao descobrir o envolvimento de Natasha com o Demolidor. Então, o arqueiro começou a arrastar uma asa para a Feiticeira Escarlate - herdeira de Magneto e que, junto com o irmão Mercúrio, também ganhava uma chance nos Vingadores para provar que tinha abandonado os atos criminosos de outrora. Mas ela preferiu o Visão (que, aliás, é outro dos meus personagens favoritos). E foi quando o Gavião abandonou os Vingadores pela primeira vez - fato que se repetiria com certa frequência nos anos seguintes, especialmente graças aos atritos com figuras de autoridade como o Capitão América.

Antes de decidir que seria mesmo o bom e velho Gavião, Clint ainda assumiu o manto do Golias - chegando inclusive a usar a fórmula secreta do Dr. Hank Pym. Mas não deu muito certo e seu organismo não se adaptou a esta história de crescer e encolher o tempo todo. Depois de passar um período como um detetive particular sem pretensões super-heroísticas, Barton deixou a frescura de lado e voltou a ser o Gavião Arqueiro que nós amamos. Com uma breve passagem pelos Defensores no currículo, o herói e suas flechas foram promovidos ao posto de liderança no novo destacamento de sua equipe de origem. À frente dos Vingadores da Costa Oeste, tivemos alguns dos momentos mais divertidos da vida do personagem - que provou ser uma espécie de Besouro Azul da Marvel. A equipe era bem estranha (formada por Magnum, Vespa, Tigresa, Feiticeira Escarlate e Visão, entre outros), com toques de humor a la Keith Giffen e J.M. de Matteis. Quem aí se lembra do clássico confronto com os Vingadores Centrais? Homem-Imortal, Big Berta, o Porta... :-)

Foi nesta época que o Gavião teve um quebra-pau memorável com o Agente Americano - aquela cópia barata do Capitão América que o governo dos EUA insistia que fizesse parte da equipe. Foi coisa bem violenta mesmo, de arrancar dente, tirar sangue e rolar barranco. E também foi nesta época que o nosso herói tomou jeito e casou - a vítima foi uma super-heroína parecidíssima com a Canário Negro, chamada Harpia. Pouco depois, a garota seria morta por um supervilão chamado Mephisto (não confundir com o diabão da Casa das Idéias, plis) e, transtornado, o Gavião ajudaria na dissolução da equipe. Durante algum tempo, ele chegou a trabalhar com a Força Tarefa - grupo revoltado criado pelo Homem de Ferro como resposta aos problemas que se abatiam sobre os Vingadores. Mas não se tornou membro efetivo.

Depois de algumas idas e vindas, o retorno triunfal do Gavião se deu alguns anos pra frente, quando a verdade sobre os Thunderbolts foi exposta. Mesmo arrependidos e longe da influência do Barão Zemo, os ex-supervilões não conseguiam ganhar novamente a aceitação pública. Até que, finalmente, Clint Barton se ofereceu para liderar o time - sim, ele mesmo, que outrora fora um vilão e tivera que conquistar a confiança do restante dos Vingadores. Com a pena afiada de Kurt Busiek, o Gavião passou excelentes momentos neste título - que, como era de se esperar, acabou cancelado. Depois de sua morte na saga “Dinastia M”, quando a Feiticeira Escarlate pirou e desmantelou os Vingadores – além, é claro, de erradicar quase toda a população mutante do planeta – achou-se por algum tempo que o Gavião ia acabar sumindo de circulação definitivamente.

Mas parece que Brian Michael Bendis, o homem que foi um dos principais responsáveis por transformar os Vingadores em uma das franquias mais rentáveis da Marvel nos últimos anos, revitalizada antes mesmo do lançamento do filme, gostava tanto do personagem quanto eu. Trazido da terra dos pés juntos inicialmente sob a identidade de Ronin, Barton foi ganhado espaço na equipe, crescendo. Sua versão no universo ultimate, dentro do grupo conhecido como Os Supremos, também se tornou favorita dos fãs, com uma aura um pouco mais cínica e bem mais letal do que a da versão original – que, pouco depois, começaria a ser influenciada pela pegada da cronologia alternativa.

Isso até que alguém resolveu escalar o oscarizado Jeremy Renner (“Guerra ao Terror”) para o seu papel na versão cinematográfica do grupo de heróis da Marvel. Bola mais do que dentro, Renner encarnou com perfeição o espírito sacana de um personagem que, ao longo do filme, controlado por Loki, consegue dar um baile em praticamente todo o time. Um soldado infalível, misturando elementos da versão clássica e do Gavião ultimate, passou a usar um uniforme mais estiloso e estilizado, simplificado e sem a máscara. A mudança, obviamente, acabou migrando para os gibis, já que Barton também ganhou sua parcela de novos fãs. O resultado foi o surgimento de um gibi próprio para o herói, com roteiros ágeis e divertidos a la Tarantino e um tipo de arte pop minimalista, cortesia do espanhol David Aja, que lhe deu uma bem-vinda aura de modernidade.

Que os próximos anos continuem soprando bons ares para que as flechas do Gavião voem ainda mais longe – dá até para sonhar com um filme-solo do cara, não é mesmo? Pô, Disney, me ajuda aí (Datena-style)!

.: CINEMA .: A nova música-tema do Super-Homem


Sei que é difícil. Eu mesmo tenho este problema. Mas esqueça John Williams um tantinho e ouça o LINDO preview da trilha de "O Homem de Aço" por Hans Zimmer. Sim, o Super-Homem acaba de ganhar um novo tema. E parece ótimo!

CLIQUE AQUI! https://soundcloud.com/#watertowermusic/mos_poster/s-LYFjd

.: CINEMA .: Uma história de horror ambientada em New Orleans

Como O ÚLTIMO EXORCISMO – PARTE II recomeça exatamente onde o primeiro filme parou, a produção retornou para a Louisiana, mas desta vez para a ambientação gótico-sulista de New Orleans. “Como todos sabem, esta é a cidade mais exótica do mundo”, opina o produtor Marc Abraham. “A cidade é repleta de histórias de fantasmas e rica em contos macabros - por isso, é um lugar perfeito para um filme de terror”. O diretor, Ed Gass-Donnelly, destaca construções como “as casas construídas sobre palafitas para evitar enchentes, acima de cemitérios, bem como os restos de esqueletos de edifícios destruídos pelo furacão que estão há muito tempo abandonados. Você pode ter belos edifícios antigos de 300 anos ao lado de uma torre de escritórios dizimada que ninguém reformou desde o Katrina”, completa.

O cineasta afirma que a cidade é um imenso (e único) anacronismo cultural. “Em que outro lugar você pode encontrar ao mesmo tempo pântanos, Mardi Gras e aquelas barracas de daiquiri? Existe uma mitologia e uma personalidade nesta cidade que a fazem ser única, uma mistura de Oeste Selvagem e Terra do Nunca”, explica. Para ele, a folia sensual da cidade funciona muito bem como um contraste chocante com a Louisiana dos igarapés quando vista através dos olhos quase inocentes da personagem Nell. “O filme é basicamente sobre uma jovem garota descobrindo quem ela é e quem ela quer ser...e que melhor lugar para fazer isso do que em Nova Orleans? A cidade é como um centro de cultura, decadência e deboche. Era o mundo perfeito para colocar essa moça outrora protegida e cujo pai nem sequer a deixaria ouvir música não-religiosa, e muito menos usar batom ou beijar um menino”. O produtor Abraham ainda completa: “Uma vez que escapou dos horrores do primeiro filme, ela acha que está prestes a encontrar paz e consolo neste novo lugar. Mas o fato de que nem mesmo em Nova Orleans ela consegue escapar, acaba tornando tudo ainda mais apavorante”.

Além de tudo isso, Nova Orleans é tão conhecida por seus mistérios místicos quanto por sua música. “Nova Orleans é notoriamente uma cidade mal-assombrada. Diversos donos de estabelecimentos comentam contentes sobre os fantasmas em suas casas”, diverte-se Gass-Donnelly. “É uma cidade que foi sitiada cerca de nove vezes diferentes, por isso há um grande número de culturas que foram integradas, culturas que são baseadas em religiões”, conta Abraham. “E, quando você tem religião envolvida, você está apenas do outro lado de uma boa história sobrenatural”, finaliza.

O ÚLTIMO EXORCISMO – PARTE II estreia em circuito nacional nesta sexta-feira, dia 10 de maio.

.: MÚSICA .: Banda do Power Ranger Preto vai tocar no Anime Friends 2013

Este ano, o Anime Friends completa 10 anos de existência – e promete uma série de atrações especiais. O evento, que acontece nos dias 11, 12, 13, 14, 18, 19, 20 e 21 de julho no Campo de Marte, em São Paulo/SP, terá uma série de eventos paralelos, dedicados à atividades da cultura pop diferentes da animação japonesa. Vão rolar o SP Game Show (com foco nos fãs de videogames), a Brasil ComicCon (para agradar os fanáticos por quadrinhos) e até a Colecon (sonho molhado dos colecionadores de miniaturas), todas com seus convidados internacionais. E, como de costume, vão rolar também uma série de atrações musicais – sendo que uma delas é particularmente curiosa: a banda de rock norte-americana Eyeshine (http://www.eyeshine.net/).



O vocalista é um certo Johnny Yong Bosch, cujas atividades anteriores incluem defender a Terra das forças intergalácticas de Rita Repulsa. É isso mesmo: Bosch é conhecido por ter sido o segundo intérprete, logo depois da saída de Walter Emanuel Jones, do Power Ranger da cor preta. Adam Park, o personagem de Bosch, esteve na série original (Mighty Morphin Power Rangers), a partir de 1997, e passou ainda por “Power Rangers Zeo” (quando assumiu a cor verde) e “Power Rangers Turbo”. Além disso, o herói também pode ser visto nos longas-metragens“Mighty Morphin Power Rangers: The Movie” e “Turbo: A Power Rangers Movie”.

Além do Eyeshine, também estão confirmados os shows de Detonator e as Musas do Metal (banda comandada pelo mesmo Bruno Sutter que cantava à frente do Massacration) e de artistas internacionais como Akira Kushida (intérprete das canções de "Jaspion", "Sharivan" e "Jiban", entre outros), Nobuo Yamada (cantor de "Pegasus Fantasy", d'Os Cavaleiros do Zodíaco), Yumi Matsuzawa (abertura e encerramento da Saga de Hades, d'Os Cavaleiros do Zodíaco) e o JAM Project (lendário grupo formado por nomes como Eizo Sakamoto, Hironobu Kageyama, Ichiro Mizuki e Massaki Endoh).

Também subirão ao palco as bandas brasileiras Gattai, iikagen, Saiken, Ryujin, Sugoi, Super Freak e Tsuyosa, todas com inspiração no j-rock e nas músicas de abertura/encerramento de animes de sucesso.

03/05/13

.: QUADRINHOS .: Nêmesis

Podem me incluir fora da lista de fãs de quadrinhos que, por algum motivo, insistem em colocar Mark Millar no mesmo panteão de roteiristas como Alan Moore e Neil Gaiman. Veja, Gaiman e Moore estão na categoria “geniais” justamente porque sua lista de obras tem muito mais altos do que baixos – eles até podem errar, mas quando acertam, rapaz, acertam pra valer. Millar, no entanto, é um sujeito que acertou algumas vezes (vejam o irrepreensível caso do primeiro arco de “Os Supremos” ou do arco “Homem-Aranha: Caído Entre os Mortos”, por exemplo) mas errou em outro tanto (“O Procurado” é daquelas histórias que conseguem ser piores do que a sua adaptação para o cinema, o que é um fato raríssimo).

Talento não falta pro sujeito, mas começo a achar que ele acaba se valendo demais de uma série de muletas narrativas – entre elas, uma boa dose de palavrões e violência gráfica explícita até dizer chega. Isso, “Nêmesis”, a HQ autoral do cara em parceria com Steve McNiven que a Panini acaba de lançar no Brasil em formato encadernado, tem de sobra. Mas faltam MUITAS outras coisas que me fariam dizer que é uma obra imperdível. Todo o conceito de “Nêmesis” é, a princípio, genial: o que aconteceria se o Batman fosse, na verdade, o Coringa? Fala sério, só esta frase já dá vontade de ler a bagaça. Estamos falando de um bilionário que, ao invés de dedicar todo o seu intenso treinamento e suas geniais traquitanas tecnológicas no combate ao crime como fez um certo Bruce Wayne, deixa aflorar seu lado psicopata. Então, como numa espécie de jogo doentio, ele busca superar alguns dos maiores investigadores do planeta, matando indiscriminadamente, sequestrando, explodindo coisas e pessoas e provocando sem qualquer piedade, simplesmente porque ele pode. Para provar que ele é o fodão e ninguém consegue detê-lo.

De novo: o conceito é lindo, de babar. Mas Millar peca gravemente em três aspectos na hora de executá-lo. O primeiro erro dele é muito simples: todo Batman precisa ter um Coringa. E todo Coringa precisa ter um Batman, por consequência. Por mais que Nêmesis, o personagem, seja interessante e atraente, ele definitivamente não tem um antagonista à altura. Millar não consegue convencer o leitor de que Blake Morrow, um dos maiores nomes da polícia de Washington, principal responsável pela limpeza das ruas da capital dos EUA, seja um rival suficientemente à altura de Nêmesis. Alguém que faria com que o psicopata trajando capa branca abandonasse sua trilha de atrocidades no Oriente para vir para os EUA caçar. E o segundo erro de Millar está diretamente ligado a isso: o timing.


A violência está lá, explodindo magnificamente em splash pages na bela arte de McNiven – como é esplêndida a sequência do sequestro do presidente dos EUA de dentro do Air Force One! Mas tudo acontece rápido demais, tudo atropelado, tudo numa correria desnecessária que não nos permite conhecer os personagens suficientemente para que possamos nos importar com eles. Seria preciso um pouco mais de tempo para descobrirmos o que Blake fez para tornar-se tão respeitado, para nos conectarmos com a família dele antes que o Nêmesis passe a ameaça-la. É Millar tentando ser Tarantino, mas soando apenas como Michael Bay. Violência plástica e vazia. Millar quer ser um bad boy, o cara que explode miolos nas HQs, aquele que segue contra a maré do politicamente correto. Mas que o faça com uma história coerente, vá.

A terceira e última grande cagada de Millar acontece justamente quando a trama vai se encaminhando para o seu desfecho. Como virou mania entre os cineastas moderninhos, o autor enche a história de “falsos finais”, de soluções que, poucas páginas adiante, você vai descobrir que estava erradas, que eram mentiras, que na verdade escondiam um OUTRO segredo. Esta necessidade de jogar, na sua cara a cada meia-dúzia de quadrinhos um “Ah, não, espera, ainda não acabou! Te peguei!” pode até te surpreender no começo, mas depois vai cansando, cansando, cansando...até broxar de vez. A broxada final é justamente quando Millar, como que imaginando uma grande sacada genial, desconstrói, totalmente o personagem, derrubando por terra o conceito “o que aconteceria se o Batman fosse, na verdade, o Coringa”. Se o que vem depois fosse surpreendente, novo, de cair o queixo, vá lá. Mas ele opta por uma saída tão óbvia que até um filme meia-boca do Van Damme, de 1993, já tinha explorado a mesma saída.

Eu, como leitor, não me senti apenas enganado. Me senti tratado feito idiota, como se minha inteligência tivesse sido subestimada.

Em tempo: “Nêmesis” já está confirmada como mais uma obra em quadrinhos que deve ser convertida para as telonas, cujos diretos já foram devidamente vendidos. No caso de outra obra de Millar que tenta reinterpretar o gênero dos super-heróis, “Kick-Ass”, a versão para os cinemas é divertida, mas ficou muito, mas muito aquém da inteligência, ousadia e originalidade do original. Vamos ver que tipo de relação o “Nêmesis” dos cinemas vai travar com o “Nêmesis” dos gibis. O Observatório Nerd espera, sinceramente, que seja BEM melhor.

NÊMESIS
Editora Panini Comics
Capa dura, 17 x 26 cm, 116 páginas
Preço: R$ 21,90
Reúne as quatro edições da minissérie original
Extras: capas originais de Steve McNiven e capas alternativas por Leinil Francis Yu e John Cassaday